Entendendo a nossa condição de espíritos imortais, é justo se te peça tolerância e paciência,
diante dos companheiros que a vida te confiou à direção e à intimidade.
Não é unicamente a noção por certos prejuízos que se fazem suscetíveis de conduzir uma
criatura ao desequilíbrio ou a auto-destruição. A nossa possível atitude condenatória, em
muitos casos, é o fator desencadeante que a impele par a loucura ou para o suicídio.
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Em vista, se consegues discernir os riscos em que se encontram determinados irmãos, usa a
caridade do entendimento para com eles, a fim de que não venhas a precipitá-los em riscos
maiores.
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Se pessoas estimáveis caíram em erro, não lhes aumentes o peso da culpa, destacando-lhes
esse ou aquele gesto infeliz.
Aos enfermos não te dirijas, comentando-lhes os males, para que esses mesmos males não
lhes cresçam na imaginação.
A frase de tristeza para os tristes é mais um toque de sombra, ampliando-lhes a angústia.
Perante os aflitos, não apresentes esse ou aquele quadro de inquietação, capaz de impulsioná-
los ao desespero.
Recorda que toda conversação está carregada de poder criativo.
Usa o verbo para o bem e faze com ele a felicidade de quantos te compartilham a vida.
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Não é apenas o mal que praticamos aquele que se nos debita nas contas cármicas a pagar,
mas igualmente, aqueles outros males que sugerimos ao próximo, impelindo os semelhantes à
faltas determinadas pela nossa capacidade de criar imagens nos cérebros alheios com pincel
de nossos apontamentos e com as nossas tintas de indução.

Do livro: Amigo – Psicografia: Francisco Candido Xavier. – Pelo espírito de: Emmanuel